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13/07/2016

Livro: A Construção do PIBID-UERGS

Livro recém lançado, organizado pelas Coordenadoras Institucionais do PIBID Martha Hoppe e Sandra Lemos. No texto do subprojeto de artes visuais, há imagens de trabalhos das bolsistas Jessica Pinheiro, Nanda Maia e Dine Silva, além da ressonância de toda a contribuição dos bolsistas que estiveram no grupo em 2014 e 2015, além do apoio do Supervisor e Professor da EMEF Walter Belian, Thiago Proença. 

Os demais textos tratam dos subprojetos de Música, Dança, Teatro e Pedagogia da UERGS e também há artigos das Coordenadoras institucionais Martha Hoppe (até 2015) e Sandra Lemos (atual coordenadora).

Na capa do livro do PIBID-UERGS, foto de Carmen Capra (coordenadora de área AV 2014-15) de participantes do Dia do Desenho em Montenegro (2015), produção do PIBID-AV realizada na praça dos Ferroviários (maio de 2015).




25/06/2015

DdD - último dia - 23.5.15


guardando tudo, elas na praça elas com os desenhos
elas e eles ao vento

a praça e o vento
a praça com vento nos desenhos
os desenhos com vento na praça
o vento com a praça nos desenhos

nós e os desenhos no vento
as coisas na praça ao vento e nós olhando

nós olhando nós nas coisas ao vento na praça


21/05/2015

DdD - segundo dia


 


 








A proposta é simples: desenhar, pintar ou bordar. Na praça, da tarde até a noite. Fazer o que quiser, o que tiver vontade. Pode ser o que sabe, pode ser o que não sabe.

Chegar perto daquela organização inusitada - papeis, canetas, linhas e panos no chão, panos enormes esticados cortando a praça - não é muito fácil, e quem consegue aproximar-se e entender a proposta, às vezes não sabe bem o que fazer. Devem perguntar-se sobre o que fazer, como ficar...

Aceitar de fato o convite requer sobretudo uma disposição especial, pois nada mais inusitado do que um corte na rotina para fazer um desenho, um bordado, uma pintura em suportes coletivos, em espaço público. Quem, no mundo, faz isso? Além disso, desenhar, pintar e bordar geralmente são atividades individuais feitas em casa, no máximo em salas de aula, e lá estando são quase que absolutamente privados.

Como acessar um modo de ser, ficar e estar para fazer um desenho na praça, um pouco de pintura, uns pontinhos de bordado? Como estar com outros nessa condição?

Mesmo com um pouco de relutância, de desajeito do corpo, algo vai acontecendo. Um pouco de azul e amarelo, um pincel largo e a aproximação ao grande pano esticado. Há um espaço vazio ali, outro lá, e finalmente o pincel toca a tela dando a ver formas que já deram certo em outras ocasiões, formas que complementam o que outros ali deixaram, formas que não existiram nunca.

Um se preocupa em preencher o espaço, outro em terminar uma área ou em pensar bem antes de tomar a decisão (não pode apagar se der errado).  E há quem dê passos para trás para ver como está ficando.

O resultado é somente a prova material de que lá estivemos, porque o que realmente importa é encontrar o caminho de acesso ao modo de ser, ficar e estar para encontrar o que não seria encontrado, para atentar ao que não seria percebido, para pensar por meio de outros canais (os da arte), para ter um momento de outra conexão com o que já sabíamos antes. Ou melhor, conexão com o que ainda não sabemos.

Acessar o que não se sabe é acessar algo que foge a todo tempo: nem o passado da memória, nem o futuro da ansiedade. Estivemos acessando nada mais do que o presente, nossa condição mais potente. 




18/05/2015

DdD - primeiro dia

20h. Tudo guardado, limpo e organizado para usar novamente amanhã. Hora de voltar para casa.

Como sintetizar o que aconteceu na praça, hoje?

Qualquer síntese sempre vai ser uma escolha, uma simplificação. O pode ser dito é que voltei para casa com o corpo cansado mas com uma alegria imensa, alma leve, cantante. Viva!

Alguns momentos têm esta potência. O primeiro DdD foi assim, seu sabor ficou dias ressoando pela gente. Neste, repetiu-se a experiência, e aí pergunto: o que acontece com a gente quando abrimos um outro tempo na rotina / uma surpresa ao dia / um desvio no caminho?  E então nos aproximamos para ver de que se trata: panos, tintas, lápis, linhas, gente ...? Assim paramos perto dos que lá já estavam, quase fazemos o que eles fazem só que de repente escolhemos qual será nosso primeiro gesto: um desenho, um bordado ou uma pintura? E aí decidir/lembrar como forçar o pincel no pano, o que mesmo fazer com a agulha, o que tirar do lápis? E então tomar a próxima atitude/ação/gesto e seguir? Pois não é que quando o olhar escapa e a gente vê o que outro está fazendo e dialoga com o que viu, com quem fez, com quem passou?

Olha, cores se misturam. Dá para pintar com escova, carimbar a mão. As linhas fazem nós. A sombra vira desenho.

Mas e quando acontece de ensinar algo para o outro? Aquilo simples, que dali a pouco vira uma energia, um jogo, um saber no outro? Só que ainda outro se aproxima e também quer aprender e fazer e seguir, com aquilo, que dali a pouco já se torna outra coisa?

O que acontece com a gente quando as horas passam e a gente se dá conta que conheceu umas quantas pessoas e com ela esteve bordando, desenhando, pintando, "fazendo correntes de linha com os dedos"? E tudo virou jogo/troca num tempo vivido na praça, juntos?

Correntes de linha com os dedos: fazer delicadezas é o que fizemos hoje.

16/05/2015

DdD-Dia do Desenho + IV Semana de Arte Educação




PIBID e Licenciatura em Artes Visuais da UERGS realizam em Montenegro o segundo DdD, Dia do Desenho, na terceira semana de maio na Praça dos Ferroviários, nas proximidades da Uergs. Serão dias e horários diversos na semana para estar com as pessoas e com a arte, para compartilhar desenhos, poemas, ideias. O DdD neste ano está vinculado à IV Semana de Arte Educação (UNESCO, 2015.
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O Dia do Desenho em Montenegro (DdD) vem a ser uma ação artística que ocorre em consonância a outras ações mundiais deste tipo. Pode ser citado o The Big Draw, um dos maiores festivais de desenho no mundo que oferece um espaço livre de convivência e atividades de desenho conectando pessoas de várias idades, profissionais de museus, artistas, ilustradores com a cidade e uns com os outros. Em eventos deste tipo acredita-se que todos podem desenhar e conectar-se às pessoas e à cidade.

Esta ação acontecerá tendo apoio do PIBID – Subprojeto de Artes Visuais da UERGS e pretende-se com ela promover à comunidade montenegrina uma prática coletiva na linguagem do desenho, uma das mais acessíveis e tradicionais formas de produção de imagem e arte. Desta forma, nosso intento é promover uma produção sensível e coletiva de desenhos no espaço público, fora dos lugares convencionais de arte, e aproximar a prática artística da comunidade em geral, as pessoas entre si e as pessoas ao espaço público. Entendemos ainda que o Dia do Desenho em Montenegro contribuirá para divulgar a UERGS junto à comunidade e para complementar a prática de mediação artística dos alunos da Graduação em Artes Visuais: licenciatura (Pibidianos e demais alunos que atuarão voluntariamente).

Em relação à primeira edição, em dezembro de 2014, o Dia do Desenho em Montenegro deste ano estará vinculado a um movimento de relevância internacional: a Semana Internacional da Arte-Educação, comemorada anualmente na terceira semana de maio. Assim estamos nos agregando à chamada mundial sobre a arte na educação. (Por Carmen Capra; layout: Cristian Mossi; bolsistas ID: Kellem, Claudine, Max, Ezequiel, Fernanda M., Dika, Fernanda H., Jéssica, Marivone e Fabiana).

04/02/2015

Fotos do PIBID-UERGS Artes Visuais compondo o post de divulgação do Curso de Artes Visuais: licenciatura da UERGS!!

Fotos do Projeto de Arte Urbana, desenvolvido pela Fernanda Maia na Escola Adelaide Sá Britto,  Dia do Desenho em Montenegro, no Parque Centenário, desenvolvido por Aline, Claudine, Fernanda, Kellem, Luana, Jéssica, Dika e Carmen (Coord.), e produções das crianças da Escola Adelaide no Projeto Biblioteca como Espaço de Arte e Cultura. A outra imagem é do curso sobre História, Teoria e Crítica de Arte, coordenado pelo Prof. Igor Simões e promovido pelo Núcleo Educativo UERGS-MARGS.



19/01/2015

DdD na TV

TV Cultura do Vale

"O Parque Centenário foi o local escolhido por alunos e professores da UERGS para comemorar o Dia do Desenho. A ação também serviu para reunir a comunidade montenegrina."

 



18/12/2014

DdD - Dia do Desenho em Montenegro.

Chega mais, pode desenhar. O que quiser. E quando for embora, leva o desenho de alguém contigo.

Confere também o preparo do DdD e outros momentos.










DdD - Dia do Desenho em Montenegro

E finalmente, no Parque Centenário:

desenho + parque + parcerias = final de ano perfeito

Pibid - AV, o DdD pede a segunda edição.  Consulte também os preparativos.








DdD - Dia do Desenho em Montenegro

O preparo das coisas
Primeiro, criação coletiva com cores.
Segundo, tornar concretas as ideias





 













Vamos ter como apoio os seguintes materiais: lápis, papeis coloridos, papel pardo, tintas guache e pincéis, pinceis atômicos, fitas adesivas, clipes de papel. A ideia é que qualquer pessoa possa desenhar e conviver por alguns momentos conosco. Em troca, quando for embora, levará um desenho consigo. Para incentivar que criem seus desenhos, faremos disparadores, dispositivos para começarem a atividade. Estão abaixo as primeiras sugestões, vamos comentar ou sugerir outras fazendo como sempre uma legenda. Marquem como será seu código, escrevendo seu nome na tabela com fonte e cor específicas:

Carmen,  Kellem, Aline , Luana, Fernanda, Claudine, Jéssica

Disparadores de desenho, caixas ou sacos com fichas que as pessoas poderão escolher para iniciarem seus desenhos.
a) Fichas com manchas, como seriam essas fichas com manchas?  Manchas feitas com tinta aguada, respingada, algo assim. Que tal? Sim, havia pensado nisso quando falou em disparadores :P


b) Fichas com binômios fantásticos: papéis com substantivos e outros com adjetivos. A mistura é um binômio fantástico: cabide alegre, sapato sarcástico, formiga nublada, etc.

c) Fichas com frases ordinárias, retiradas de revistas e jornais escolhidas ao acaso. Poderiamos adicionar frases de livros ou músicas também? Claro!! A biblioteca está a nossa disposição. Posso te enviar por email algumas frases para impressão? Vamos escrever à mão, já sendo um desenho :)

d) Fichas versos de poemas ou pequenos poemas (hai-kais, por exemplo, tirei uns do link, do Millôr)
Nos dias quotidianos
É que se passam
Os anos

....................
Nunca esqueça:
A vida também perde a cabeça


e) Fichas com partes de desenhos já existentes. Que tal irem coletando desenhos por aí?

Acho interessante criar desafios também, mas não consigo pensar em nenhum :P. Me digam o que acham e caso gostem dêem sugestões! Algum tipo de charadas, Luana?É tipo isso, acho que seria divertido  Bacana! Pesquisem, inventem. Que tal umas charadas absurdas, non sense?
Minha idéia de disparador não sei se é possível, mas adoraria fazer essa atividade. Pensei que poderíamos pensar algo pra perto da pista de skate;  considerando que é um lugar de ação, de movimento, pensei que poderíamos levar pedaços grandes de papel onde as pessoas deitam e são desenhadas em "ação". Fazendo "manobras". Depois, poderíamos contornar e preencher isso com linhas e materiais coletados pelo parque, como galhos, folhas, sementes; a ideia é representar as linhas que o nosso corpo faz quando está em movimento. Depois, esses corpos são recortados, feitos silhueta e espalhados pelo parque e pela pista (encostados em galhos de árvores, ou na pista mesmo). Como um registro e intervenção do espaço. Aaaah! Ou quem sabe, também preencher com cores, tintas, pingos e manchas coloridas, tem tudo a ver com arte urbana, com skate, com a galera que curte o espaço.
Viajei muito? rsrsrrs. Que nada, tua idéia foi genial, quero te ajudar nisso \o\  Bacana gente, então tem que levar cola também? Esta atividade pode ser proposta para quem precisar de algo mais orientado, mas vamos também experimentar um processo mais processual (não menos importante), sem o planejamento tradicional, certo?
Como assim, Carmen? Assim: se tens a ideia de com tais papeis fazer tais desenhos e preencher de determinadas formas, isso é pequeno planejamento.  Bom, foi o que consegui pensar para o momento; não tenho experiência no "processo processual". Aceito sugestões! KKK, "processo processual" acontece quando é criado na hora, coletivamente. A gente conversa, as pessoas contribuem, há alguma negociação e se vai fazendo isso até a atividade que criada conjuntamente se complete (parecido com o que relatou a Prof. Karine). Simples, mas complexo. Não é uma obrigação, é uma possibilidade. 
 Eu gostaria de trabalhar com as manchas de tinta aguada com opção de colagem de alguns recortes que podemos levar. Pode ser? ^^  Pode, uai. Se fores cedo, podes produzir as manchas na fundarte. Será que secam a tempo?
 Esses disparadores serão todos organizados durante a tarde do dia 18/12, né?! mas será dividido em duplas para a construção ou será livre, cada bolsista vai fazendo o que está pensando? Pergunto também para saber como será a "abordagem" no centenário...  Claudine, a abordagem acontecerá como este documento, organicamente. Sozinhos, em duplas, em outras duplas. Precisaremos de envolvimento e precisaremos nós mesmos começar a desenhar para incentivar as pessoas. O resto, só vendo e fazendo na hora. :D
 Pensei em levar materiais que tenho em casa como: duas caixas de lápis aquarelável, giz pastel seco, giz pastel oleoso, folhas com gramaturas e tamanhos variados, tinta de carimbo, para quem sabe fazer algumas impressões de pedras ou objetos encontrados, anilina em pó para as manchas, carvão fusain. Gostaria de ajudar nas fichas com palavras. Achei a ideia muito boa, mas me disponibilizo em ajudar quem precisar! Levarei hoje na avaliação individual os meus materiais! Ótimo Jéssica! Falamos logo mais, ao vivo.
 Levarei poesias para serem os disparadores, além de carvão para poderem desenhar na calçada.